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sexta-feira, 4 de março de 2011

OS 10 MANDAMENTOS...

2º mandamento: NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO

Tomemos como base a passagem do livro de Êxodo, quando Deus escolhe Moisés para salvar o seu povo amado que era oprimido por uma dura escravidão no Egito. Ele pergunta ao Senhor: “Se quando eu disser aos filhos de Israel: o Deus de vossos pais me enviou a vós. Se me perguntarem: qual é o seu nome? O que lhes direi?” (Conf. Ex 3,13). Ao que Deus responde: “Eu sou aquele que sou.” Assim falarás aos filhos de Israel: Eu sou me enviou a vós. É este o meu nome para sempre.” (Ex 3,14s). Num primeiro momento pode parecer que Deus disse à Moisés que “não era da sua conta” o nome Dele. Porém, existe além desse caráter exortativo a intenção de Deus ao dizer o Seu nome à Moisés para que esse mistério seja revelado a seu povo. Para entendermos melhor, se faz importante saber que na tradição hebraica o nome revelava o mistério e a missão da pessoa. Por exemplo, João Batista significa abençoado precursor, por sua vez Jesus significa: Deus salva. Então, Deus para explicar o seu mistério pessoal, usa o tetragrama sagrado: YHWH, que significa “Eu Sou” na primeira pessoa ou “Aquele que é” na terceira pessoa, portanto, ao dizer isso Ele afirma simplesmente que Deus é e basta. As nações costumavam nominar os seus deuses com nomes para diferenciar o “deus nacional” dos deuses das outras nações, digamos assim. Porém, Deus não foi criado por seu povo, mas ao contrário, foi Ele quem criou o seu povo e a este se revelou por amor. Assim, ele ao responder à pergunta de Moisés explica sua transcendência, superioridade sobre todos os tipos de divindades e ainda é como se Ele estivesse dizendo a Moisés: “não queria me comparar aos outros deuses, mas saiba Moisés, Eu Sou e basta.”. Enfim, por Deus ser soberano e ainda assim presente na vida do seu povo, seu nome merece respeito e admiração. O segundo mandamento da lei de Deus cumpre-se honrando o Nome de Deus (e tudo que a Ele se refira) e mediante  juramento e o voto. Devemos ainda respeitar o que está consagrado a Deus, ou seja, as coisas, pessoas ou lugares que Lhe foram dedicados por designação pública da Igreja. São lugares sagrados igrejas e cemitérios, temos portanto que observar nestes locais um comportamento respeitoso; são coisas sagradas o altar, o cálice, a patena, o cibório e outros objetos dedicados ao culto e são pessoas sagradas os ministros, padres e religiosos. Deve ser honrado também o nome da Santíssima Virgem Maria, de São José, dos Anjos e dos Santos. Juramento é outra maneira de honrar o Nome de Deus, uma vez que é invocar a Deus como testemunha da verdade que se afirma, ou da sinceridade do que se promete. No entanto, é preciso jurar com verdade, justiça e necessidade. Pode fazer votos quem tiver uso da razão e suficiente conhecimento da coisa prometida e, uma vez feito licitamente, há obrigação grave de o cumprir: “se fizeste algum voto a Deus, não tardes em o cumprir, porque a Deus desagrada a promessa vã e infiel. É muito melhor não fazer voto do que, de o fazer, não o cumprir (Ecl 5, 3-4). De modo geral, é melhor adquirir o hábito de fazer propósitos que ajudem a melhorar, sem necessidade de votos nem de promessas, a não ser que Deus o peça. É pecado grave pronunciar com leviandade ou blasfemar usando o nome de Deus, sendo que a blasfêmia pode ser: direta (feita contra Deus); indireta (feita contra a Virgem Santíssima, santos ou coisas santas), herética (Ex.: Deus é injusto comigo!) ou execratória (acompanhada de ódio a Deus). Enfim, tomemos cuidado e peçamos ao Pai que a cada dia faça com que procuremos refletir antes de sair por aí pronunciando o Santo nome de Deus em vão.