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quinta-feira, 7 de abril de 2011

FÉ - EXERCÍCIO DA LIBERDADE HUMANA (por: Rita de Cássia Albino)

Olá meus amigos, boa tarde! Ficamos sem postar durante algum tempo devido aos preparativos para a nossa Experiência de Oração, que aconteceu no último final de semana, na casa de encontros Emaús. Voltamos agora, com as forças renovadas e prontos para perseverar. No entanto, achamos válido partilharmos as experiências que tivemos e importante deixarmos tudo registrado para o caso da memória ficar fraca no decorrer deste ano... Pois bem, devemos partir da premissa de que é impossível uma mudança, ser atendido e socorrido nos diversos problemas da nossa vida, sem o toque de Deus... Chegamos ao encontro sedentos, necessitando desse toque e embora tivéssemos isso claro, muitos de nós estávamos buscando esse toque de uma forma equivocada. Tomemos como base a passagem de Marcos 8,22-26... Primeiramente essa passagem nos mostra a importância de admitirmos ter problemas “(...) Eles foram para Betsaida, e algumas pessoas trouxeram um cego a Jesus (...)”.  Podemos ver aqui, a importância de encarar nossos problemas de frente, para que a vida não passe diante de nós. Conseguirmos perceber os problemas não é o bastante para resolvê-los, mas já é um bom começo. Essa história nos mostra que um homem tinha um problema e que ele concordou que o levassem até Jesus, para uma possível ajuda. Jesus curou diversas pessoas nas narrativas bíblicas, mas a maioria destas decidiu tomar uma postura ativa frente ao seu problema. Para tanto, vale aqui o ditado popular: “o pior cego é aquele que não quer ver". Mas vamos mais adiante, passemos então para mais uma etapa desse processo que é aproximar-se Dele com fé. Na passagem diz-se: “suplicando-lhe que tocasse nele”... Portanto, para que o milagre aconteça é preciso crer que Ele possui poder para isto. Certa vez ouvi uma frase que dizia mais ou menos assim: “uma fé que pensa, uma razão que crê”, ou seja, a fé tem que ter razão, método e conteúdo. Aquelas pessoas que levaram o cego ao encontro de Jesus insistiram para que Ele entrasse na história daquele homem. Várias vezes nos evangelhos, os milagres foram precedidos por atitudes marcantes de fé: um exemplo forte disso é a mulher que sofria há tempos de hemorragia que disse : “se eu tão somente tocar em seu manto, ficarei curada”. Foi a força da experiência da sua fé que fez Jesus senti-la. Mas veja, ela se permitiu ter uma experiência com Ele. Não existe imposição na fé, ela é oferecida à todos e depende de atitude. O papa João Paulo II reforça isso em uma de suas últimas encíclicas, onde diz que temos duas asas: a fé e a razão e para não cairmos precisamos voar com as duas. Mesmo quando temos incertezas, devemos pedir à Ele para nos ajudar, pois a fé não é um salto no escuro. Logo, onde a razão não alcança entra a graça de Deus. O próximo passo é entendermos que Ele se interessa por nós. A passagem deixa claro isso: “Ele tomou o cego pela mão e o levou para fora do povoado”... Ele é o Emanuel, que significa Deus sempre junto de nós. Portanto, Ele é pessoal e se relaciona individualmente com aqueles que o buscam. Isso nos conforta e nos enche de esperança. Não importa qual seja a minha dúvida ou o meu problema. Ele não agiu individualmente naquela mulher com hemorragia? Mesmo com toda aquela multidão o comprimindo, Ele sentiu seu toque e se importou com a demonstração de fé que ela teve.  Independente do salão cheio de pessoas Ele se interessou por você, Ele te conhece pelo nome e sabe o que se passa em seu íntimo. Mas, para experimentar o toque de Jesus é necessário ainda que você descanse na forma Dele fazer as coisas. Em outro trecho da passagem podemos ler: “depois de cuspir nos olhos do homem e impor-lhe as mãos, Jesus perguntou: Você está vendo alguma coisa? O homem levantou os olhos e disse: Vejo pessoas; elas parecem árvores andando". Existem vários tipos de pessoas quando tratamos da crença ao redor da figura de Jesus, existem pessoas prometendo coisas que Ele não promete. É primordial não termos o desejo de limitarmos o querer Dele ao nosso, pois corremos o risco de transformarmos nossa fé em astrologia. O cego não foi curado num primeiro momento e o que podemos tirar disto é que Jesus quer fazer algo diferente em nossas vidas. Para isso, precisamos entender que é necessário a nossa entrega: “Senhor, estou nas tuas mãos, faça como quiseres e quando quiseres!”. Nunca conseguiremos entender os pensamentos de Deus, visto que eles são mais altos que os nossos e esse Deus amor, que é também um Deus comunhão é o único bem que só aumenta. Se aproxime de Jesus e descanse então na perfeita forma Dele realizar as coisas, confie em seu caráter , experimente da sua bondade. Após toda essa reflexão interior, chega a hora de ESPERAR, já que a solução virá. Voltando à passagem: “mais uma vez, Jesus colocou as mãos sobre os olhos do homem. Então seus olhos foram abertos, e sua vista lhe foi restaurada, e ele via tudo claramente”. Este é o único milagre do evangelho que Jesus realiza em duas etapas. Naquela época, muitos sacerdotes e médicos costumavam usar de práticas semelhantes à estas para aliviar e oferecer uma melhora aos doentes visuais. Jesus prova que fazendo de modo semelhante aos dos “curandeiros”, o cego obteve uma recuperação parcial mas, num segundo momento, Ele prova que seu toque é superior e sem igual. Assim, a única e real oportunidade de solução para nossa alma inquieta é receber o toque de Jesus. Ninguém pode nos ajudar como Ele. Somente Ele pode ajustar nossos erros, não importando o que já vivemos, pois o seu único querer é que você se salve, que chegue à plenitude da verdade (face a face com Deus)... E então: você está preparado para viver os melhores dias de sua vida?!